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  • Foto do escritorDra.Larissa Toyufuku

A importância da fisioterapia veterinária no pós-operatório



A fisioterapia veterinária tem um papel fundamental na reabilitação de animais que realizaram cirurgias ortopédicas e/ou neurológicas, auxiliando na recuperação da sua função locomotora de forma mais rápida e eficaz.


Isso porque, assim como nós, os cães e gatos também podem enfrentar dificuldades em sua reabilitação após realizarem procedimentos cirúrgicos, e os motivos são os mais variados:


  • Complexidade da doença ou da cirurgia;

  • Comorbidades concomitantes;

  • Tempo de evolução da afecção;

  • Limitações físicas;

  • Fatores emocionais;

  • Fatores individuais (idade, peso, cirurgias prévias);

  • Complicações da cirurgia;

  • Complicações no pós-operatório;



A fisioterapia veterinária também atua em casos cujo tratamento de escolha é o conservativo, em quadros de dores agudas e/ou crônicas e na prevenção de lesões articulares e de coluna, com a finalidade de promover mais saúde e qualidade de vida a eles.


Exploraremos um pouco mais a importância desta em casos pós-operatórios, destacando seus principais benefícios, tratamentos utilizados e como ela pode contribuir para uma recuperação mais rápida e completa do seu pet.





Quais são os benefícios da reabilitação veterinária?



A fisioterapia animal oferece inúmeros benefícios quando realizada no pós-operatório imediato ou tardio de quadros ortopédicos e/ou neurológicos. Aqui estão alguns dos principais:


Alívio da dor: passar por um procedimento cirúrgico sempre envolve desconforto para os nossos pets. A fisioterapia pode auxiliar no manejo da dor através de técnicas manuais como massagem e mobilizações, assim como uso de agentes físicos como, o frio e o calor, laserterapia, eletroterapia, magnetoterapia, ultra e infrassom, entre outros.


Redução da inflamação/edema: a cirurgia em si pode causar muita inflamação e edema nos tecidos ao redor da área operada. Através da aplicação de técnicas e equipamentos específicos de fisioterapia é possível reduzir esse processo e promover sua resolução.


Acelera alta: com a realização da fisioterapia pós-operatória, é provável que o seu pet receba alta do ortopedista mais rapidamente, uma vez que os equipamentos utilizados aceleraram o processo de cicatrização tecidual e consolidação óssea, junto ao ganho de massa e força muscular através da realização de exercícios.


Prevenção de complicações: imobilidade prolongada após a realização de uma cirurgia ortopédica pode propiciar o aparecimento de escaras de decúbito, aderências e fibroses, infecções oportunistas, hipotrofias e contraturas musculares. A fisioterapia incentiva o retorno precoce à locomoção e evita o surgimento destas complicações secundárias.


Aumento da mobilidade e força: a falta de mobilidade pode levar à perda de massa muscular e diminuição da amplitude de movimento articular. Através de exercícios terapêuticos ativos, assistidos e resistidos, é possível restaurar a força e função locomotora do paciente de forma rápida e eficaz.


Retorno à locomoção: em cirurgias neurológicas, como na descompressão medular por hérnia de disco, por exemplo, a fisioterapia se mostra fundamental para aumentar a neuroplasticidade da medula e as taxas de sucesso terapêutico no retorno do andar destes animais. Ela pode incluir terapias biomoduladoras, exercícios de equilíbrio e propriocepção, esteira aquática, entre outras modalidades.


Maior confiança e segurança: é bastante comum o paciente ficar com receio de voltar a apoiar no solo após realizar uma cirurgia ortopédica, mesmo que esta tenha sido eficaz e o animal não sinta mais dor. Durante as sessões de fisioterapia, conseguimos realizar exercícios específicos para incentivar o uso desse membro, além de proporcionar confiança e segurança para o animal voltar a realizar suas atividades.


Quando iniciar as sessões?


A duração e o momento específico para iniciar a fisioterapia no pós-operatório do animal podem variar conforme a natureza da cirurgia, a condição do animal e a recomendação do veterinário responsável.

Na maioria dos casos, ela pode ser iniciada imediatamente após o término da cirurgia, visando diminuir o processo inflamatório e o edema causado pelo próprio procedimento, em outros, o paciente pode iniciar na mesma semana ou apenas após retirar os pontos da incisão cirúrgica.


Em qualquer cenário, quanto antes o animal se movimentar, menos complicações geradas pela imobilidade prolongada ele irá apresentar e mais rápida será a sua recuperação.






O que o meu pet faz na fisioterapia?



Conforme já dito, as terapias e abordagens fisiátricas escolhidas durante o tratamento da fisioterapia são inúmeras e variam de acordo com cada caso, aqui seguem as modalidades mais utilizadas durante as sessões de reabilitação veterinária:


Eletroterapia: Técnica que utiliza correntes elétricas de baixa intensidade para estimular a musculatura, promover a cicatrização de tecidos, reduzir a inflamação e aliviar a sensibilidade dolorosa. Alguns exemplos de eletroterapia utilizada na fisioterapia veterinária incluem a estimulação elétrica neuromuscular (EENM) e a eletroestimulação transcutânea (TENS).


Cinesioterapia: Exercícios terapêuticos que podem ser ativos, passivos, assistidos e/ou resistidos, que são muito importantes para melhorar a força e resistência muscular, a coordenação, a função motora, mobilidade e a estabilidade articular. Pode incluir exercícios de isometria, equilíbrio e propriocepção, adaptados às necessidades e condições físicas de cada animal.


Hidroterapia: Implica caminhadas na esteira aquática, natação e outras atividades realizadas com a água, as quais possuem propriedades físicas como densidade e empuxo, que proporcionam um ambiente ideal para o animal se exercitar com uma menor sobrecarga e impacto em suas articulações e coluna.


Laserterapia: Terapia que utiliza diodos emissores de luz infravermelha para estimular os tecidos e obter inúmeros efeitos biológicos e bioquímicos nas células. Através da aplicação do laser de baixa potência em regiões específicas do corpo. Pode-se estimular a regeneração e cicatrização tecidual, reduzir a inflamação e aliviar a dor. A laserterapia é considerada uma terapia não invasiva e indolor, sendo uma opção segura e eficaz na recuperação pós-operatória imediata.


Quantas sessões ele terá que fazer?

Cada animal é único e requer uma abordagem individualizada. Assim como os protocolos fisiátricos são pré-estabelecidos levando em consideração o tipo da cirurgia realizada e o histórico do paciente, a duração e frequência do tratamento também podem variar de acordo com cada caso e mudar conforme a evolução ao longo do processo de recuperação.


Normalmente, animais que iniciam a fisioterapia pós-operatória imediata, isto é, em até 7 dias após o procedimento cirúrgico, respondem bem realizando sessões duas vezes na semana durante um a dois meses. Casos complexos ou que procuram o tratamento tardiamente, muitas vezes necessitam realizar sessões três a quatro vezes na semana durante um período mais prolongado.


É importante ressaltar que a fisioterapia veterinária só pode ser realizada por médicos veterinários e é necessário que o animal passe por uma avaliação fisiátrica antes de iniciar as sessões, uma vez que será este o profissional indicado para estipular o melhor protocolo para cada caso.


É fundamental contar com a orientação e supervisão de um fisiatra veterinário qualificado durante o tratamento do seu pet para garantir a segurança e eficácia do tratamento.




Aqui na Pet Integra Alphaville sabemos que cada paciente é único e contamos com uma equipe de veterinárias fisiatras capacitadas para atender seu pet com a excelência e o carinho que ele merece!



Seu melhor amigo passou por uma cirurgia e precisa de ajuda para se reabilitar? Agende uma consulta clicando no botão abaixo.







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