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  • Foto do escritorDra.Larissa Toyufuku

O que é a Displasia Coxofemoral?


É uma má formação genética que atinge a cabeça do fêmur, a cápsula articular e o acetábulo (onde se encaixa a cabeça femoral), afetando diretamente a articulação e a funcionalidade do quadril, e provocando desgaste e degeneração articular a médio e longo prazo.



Apesar do fator genético ser essencial para o desenvolvimento desta afecção ortopédica, outros fatores como ambientais (piso liso), nutricionais (crescimento acelerado e suplementação de cálcio), sobrepeso e/ ou obesidade (maior sobrecarga articular) e traumas devem também ser levados a em consideração, uma vez que implicam no avanço ou na piora do quadro.


A displasia coxofemoral é diagnosticada com uma maior frequência em cães de portes grande e gigante, como nas raças Golden e Labrador Retrievers, porém, esta doença pode acometer cães de todos os portes e raças, assim como gatos também. Normalmente os dois lados do quadril são acometidos e tanto machos quanto fêmeas são comumente afetados.



Conheças quais são as raças mais propensas!




  • Labrador Retriever

  • Golden Retriever

  • Rottweiler

  • Pastor Alemão

  • Bernese







E quais são os sintomas da displasia coxofemoral (DFC)?




Seus primeiros sinais costumam se manifestar durante a fase de crescimento do pet, entre 4 meses a 1 ano de vida, o que gera muito desconforto, dor e limitação de movimentos dos membros pélvicos.


Quando o animal já apresenta doença articular degenerativa secundária à DCF, os sintomas podem se agravar e piorar após exercícios intensos, períodos de repouso longos e/ou quedas de temperatura.


Os principais sintomas clínicos são:


  • Caminhar “rebolando”;

  • Mancar (Claudicação);

  • Correr em ”pulos de coelho”;

  • Dificuldade em se levantar e/ou subir escadas;

  • Perda muscular na região do quadril;

  • Relutância em se exercitar e/ou brincar;

  • Dor/ apatia;

  • Fraqueza muscular.


Como diagnosticar e tratar?




O diagnóstico de DCF deve ser baseado no histórico do animal, sinais clínicos apresentados, avaliação ortopédica e exames radiográficos da articulação do quadril.


O diagnóstico radiográfico definitivo é dado somente a partir dos 24 meses de idade, porém, a partir dos 7 meses de idade lesões articulares mais graves já podem estar visíveis.


A escolha do tratamento, conservativo ou cirúrgico, vai depender da severidade do quadro clínico e tem como objetivo reduzir a dor, proteger a cartilagem articular e prevenir a aceleração da doença articular degenerativa (artrose). Algumas técnicas cirúrgicas podem ser realizadas até 6 meses de idade a fim de melhorar a congruência (encaixe) da cabeça femoral no acetábulo, outras, tem indicação de serem realizadas com o animal já adulto.



E tem como prevenir?


Por ser uma má formação articular de caráter hereditário, o animal que tiver o diagnóstico de displasia coxofemoral tem indicação de ser castrado e seus pais retirados da reprodução, a fim de prevenir a disseminação do gene da displasia a outros animais.


Caso o seu pet seja de grande porte ou tenha predisposição racial para desenvolver a displasia, existem práticas recomendadas para que o seu melhor amigo possa ter uma maior qualidade de vida, evitando ou postergando a progressão da doença, são estas:


  • Veterinário ortopedista: Acompanhar de perto a condição óssea e muscular do seu pet pode ajudá-lo a ter um diagnóstico precoce para iniciar o tratamento adequado;

  • Evitar pisos lisos: O piso escorregadio dificulta que o animal levante e caminhe com a firmeza necessária nas patas, prejudicando as suas articulações, por isso, invista em pisos mais ásperos, tapetes de borracha ou botinhas antiderrapantes;

  • Evite a suplementação sem prescrição médica: Alguns tipos de suplementação podem comprometer a formação óssea durante a fase de crescimento, é crucial não medicar ou suplementar os nossos pets sem a orientação do médico veterinário.

  • Cuidado com exercícios intensos: É importante termos cuidado com o tempo e a intensidade dos exercícios que realizamos com os nossos cães, uma vez que estes podem provocar uma maior sobrecarga e desgaste articular.

  • Evite o sobrepeso: Uma alimentação equilibrada e balanceada auxilia na manutenção da saúde e na prevenção da obesidade nos animais, implicando em um melhor condicionamento físico e menos problemas ortopédicos!




A fisioterapia e a reabilitação como uma grande aliada!





Seja cirúrgico ou conservativo o tratamento de escolha, a fisioterapia veterinária tem um papel essencial para promover uma melhor qualidade de vida no animal displásico, uma vez que atua tanto na promoção de conforto e analgesia (controle da dor e inflamação local), quando no fortalecimento da musculatura e da articulação quadril, “protegendo” esta de maiores injúrias e da progressão desenfreada da doença.


Conheça alguns tratamentos realizados na fisioterapia:


  • Alongamentos e técnicas manuais;

  • Esteira aquática e seca;

  • Exercícios terapêuticos;

  • Eletroterapia;

  • Laserterapia;

  • Magnetoterapia;

  • Massoterapia;

  • Infrassom;

  • Ultrassom terapêutico;




Aqui na Pet Integra Alphaville, oferecemos um tratamento completo para o seu melhor amigo que tem displasia coxofemoral, com atendimento especializado em ortopedia veterinária e uma equipe de fisiatras para cuidar com toda a competência e carinho que ele merece!



Agenda uma consulta consulta pelo link abaixo





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